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Tipo de lâmpada: FLUORESCENTES

In Tipo de lâmpada on 23 de janeiro de 2010 at 9:59

Fonte da imagem no site Elétrica.

Bem, antes de falar sobre as lâmpadas fluorescentes, uma dúvida: o que significa luz quente e luz fria?

Luz quente: é a maneira de falar sobre a temperatura de cor da lâmpada que é apresentado em kelvin (k), por exemplo, uma lâmpada de 2700k reproduz uma luz mais “amarelada”. Luz quente não tem ligação nenhuma com efeito térmico de quando a lâmpada esta em operação. Então, quanto menor for à temperatura de cor, mais amarelo é o efeito da lâmpada. Esse tipo de lâmpada é mais indicada para ambientes como quartos e salas, ambientes que necessitem de luz mais aconchegante.

Exemplo de ambiente com lâmpada fluorescente amarela (luz quente). Neste ambiente foi feito um detalhe de gesso com rasgo, e com emissão de luz lâmpada fluorescente. Para fazer este efeito pode-se usar a lâmpada T8 de 3000k ou a T5 de 3000k.

Luz fria: da mesma forma como mencionada acima, é uma maneira de falar sobre a temperatura de cor da lâmpada, porém neste caso a reprodução de cor é acima 4000k, que transmite uma luz mais “branca”. Quanto maior for à temperatura de cor, mais branca é a luz. Esta é indicada para ambientes como cozinhas e escritórios, ambientes que necessitam de luz mais estimulante para atividades e concentração.

Exemplo de ambiente com fluorescente branca (luz fria). Para um efeito de luz mais branca pode-se usar T8 de 4000k ou T5 de 4000k.

Vamos ver os tipos de fluorescentes compactas e tubulares, mas existem também as circulares.  O consumo de energia das fluorescentes é até 80% menor em relação a outros tipos de lâmpadas, e com uma durabilidade até 20 vezes maior que as lâmpadas incandescentes, elas aquecem menos os ambientes, proporcionam redução de carga térmica e IRC (índice de reprodução de cor) em média de 85%.

Fluorescente compacta: sua criação foi com a principal função de substituir as lâmpadas incandescentes. São de alta tecnologia, funcional e econômica. Elas têm aplicações comerciais, industriais e residências, e disponíveis em vários formatos e potências, com design moderno e compacto. A vida útil é em média de 6.000h a 15.000 horas e a temperatura de cor é em média de 2.700K a 6.000K.
Exemplo: uma lâmpada de econômica de 20W é equivalente a uma incandescente de 100W, ou seja, consome bem menos energia e produz maior quantidade de luz.

Imagem com várias lâmpadas fluorescentes compactas com encaxe de rosca E27. Imagem disponível no site da OSRAM.

Imagem com várias lâmpadas fluorescentes compactas com pinode encaixe, estas precisam de reator. Imagem disponível no site da OSRAM.

Fluorescentes Tubulares: são uma ótima solução de economia de energia. Tem alta eficiência, longa durabilidade e usos diversos como indústrias, comércios e residências. Com o passar do tempo tem recebido mais tecnologias de tamanhos e melhor fluxo luminoso. A temperatura de cor varia entre 2.700k a 6.500k. O principio de funcionamento é de descarga de vapor de mercúrio em baixa pressão.

Quando se ouve falar em T12, T10, T8, T5 e etc, é uma relação com o diâmetro da lâmpada.

Para uso residencial e comercial, uma das lâmpadas fluorescentes mais eficiente é a T5, com diâmetro de 16 mm, representando até 40% de economia em relação a T12 e T10.
A vida útil das lâmpadas fluorescentes é em média de 7.500h a 20.000horas.

Exemplo de iluminação na fachada com fluorescente T5.

Para áreas de difícil acesso na hora da troca de lâmpadas, como mezaninos, pés-direitos duplos, alas de produção ou túneis, tem a lumilux XXT T8, com vida útil de 58.000 a 75.000 horas dependendo do tipo de reator que for utilizado.

Tipo de lâmpada: INCANDESCENTE

In Iluminação, Luminária decorativa, Tipo de lâmpada on 12 de janeiro de 2010 at 18:54

Fonte da imagem: Blog NEEA 2009

Depois de vários experimentos de inventores como Werner von Siemens (que em 1866 construiu máquinas para fornecimento de eletricidade constante), e do alemão Heinrich Goebel (que em 1854 construiu a primeira lâmpada que proporcionasse emissão de luz, porém a emissão de luz era por pouco tempo), em 1879, Thomas Alva Edison desenvolveu a primeira lâmpada incandescente. Esta foi a primeira lâmpada que teve uma produção em escala e que foi bem sucedida comercialmente.

Thomas Edison usou uma haste bem fina feita de carvão carbono, que ao aquecida, emitia luz, mas não por muito tempo, uma vez que o filamento de carvão tinha pouca vida útil. Posteriormente esse filamento foi substituído por ligas metálicas; depois por bambu; celulose e finalmente a que usamos ainda nos dias de hoje que é filamento de tungstênio. Este podendo chegar a temperaturas superiores a 3000°C.

O filamento fica alojado na parte interna do bulbo de vidro sob vácuo com gases quimicamente inertes. A base de fixação da lâmpada é de rosca que chamamos de E27, o tipo de encaixe mais comum. Mas existe no mercado com outros encaixes que são chamados de E12 e E14.

A lâmpada incandescente é a mais conhecida e a mais usada, em função de ter um baixo custo e de fácil manutenção na hora da troca. Sua eficiência não é das melhores, pois apenas 5% da energia gasta é transformada em luz e os outros 95% se transformam em calor. Por causa deste desperdício, a União Européia decidiu abolir as lâmpadas incandescentes a partir de 2012. Com esta medida, prevê-se, não só a redução de cerca de 1 milhão de toneladas de CO2 até 2020 como também a economia de energia.

A emissão de luz que essa lâmpada proporciona deixar o ambiente de forma aconchegante, por isso é muito usada em plafons, abajures e arandelas. Ela pode ainda ser dimerizada, ou seja, usar um dispositivo chamado dimmer, que regula a intensidade da luz conforme a necessidade de uso. Com temperatura de cor agradável, na faixa de 2.700K (“amarelada”) e reprodução de cor de 100%, ela tem atualmente sua aplicação predominantemente em áreas residenciais. A vida útil de uma lâmpada incandescente é em média de 1000 horas, por exemplo, ligada 5 horas por dia, deverá durar por volta de uns 6 meses.

E o que fazer com as lâmpadas queimadas?

Esse tipo de lâmpada pode ser depositado em lixo comum, pois não há gases e materiais químicos que tenham impacto ambiental negativo.  E pode ser reciclado o vidro e o metal, segundo informação da OSRAM. No entanto, muito cuidado ao depositar no lixo, coloque sempre em um jornal ou em algum tipo de proteção para que os catadores não corram riscos de se ferirem.

E podemos usar a criatividade e recriar a função dos bulbos. Abaixo uma seleção de fotos retiradas do site Mdig com sugestões de reutilização das lâmpadas incandescentes.

Decoração de Natal

Utensílio de cozinha.

Tocheiro

Vaso para flor

Luminária.