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Projeto luminotécnico = COZINHA

In Efeitos de iluminação, Informções técnicas on 30 de dezembro de 2012 at 23:57

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Para iniciar um projeto luminoténcico para o ambiente da cozinha, o primeiro passo é analisar o layout do mobiliário, aberturas como portas e janelas, pé direito e tipo de forro (gesso, laje, madeira, inclinado ou reto). Outro elemento importante é cor de acabamento, tanto para as paredes quanto para o mobiliário. E muito cuidado para analisar quem é o usuário do ambiente para compreender a quantidade de luz, efeitos e design.

A cozinha merece um cuidado especial na quantidade luz e principalmente a temperatura de cor da luz. Há quem goste de ambiente mais cênico como há pessoas que preferem o máximo de iluminação possível. Mas vou tratar o assunto de forma mais diversificada, e a partir dessas informações você tem a liberdade de “brincar” com o seu projeto.

A quantidade de lux necessária para uma cozinha é de no mínimo 300 lux. Com 300 lux o projeto contém um bom resultado de lumens. Porém analisando os fatores que comentamos acima então pode haver a necessidade de aumentar o fator do lux. Muitos livros e sites específicos de iluminação ainda batem na mesma tecla da luz branca para a cozinha. Mas considero que a luz amarela sempre será a mais confortável. Como já comentamos aqui no blog, a luz amarela é a que mais se aproxima da luz solar, ou seja, a temperatura de cor real. Assim, os alimentos também não perdem a cor natural, não será um verde do brócolis meio pálido e nem um molho vermelho confundido com molho pardo.

Como iluminação geral dê preferência sempre para as lâmpadas fluorescentes compactas ou tubulares com 2700k, pois estas contém uma vida útil maior, favorecendo o mínimo de manutenção e para os demais pontos você tem a liberdade de trabalhar outras lâmpadas como as halógenas. Se forem usar dicróica não esqueçam das Energy Saver  e os LEDs com alto fatos de potência. Veja nas imagens abaixo algumas soluções de iluminação geral:

cozinha.24Nesta cozinha foi utilizado apenas pontos de luz, cada um focando uma área específica como a ilha e a circulação geral. Para a bancada de trabalho todas as prateleiras são iluminadas para baixo, assim minimiza a área de sombra para quem usará a bancada.

cozinha.27Neste projeto contempla luz natural com uma abertura zenital e diversos pontos de luz distribuindo uma luz mais homogênea.

cozinha.31Nesta cozinha acima o ambiente tem um contorno de luz indireta distribuindo a iluminação geral, e na parte central para iluminar a ilha, uma fila de spots embutidos.

cozinha.22Nesta cozinha minimalista os detalhes seguem a mesma linha sem perder a função específica. Observe que para a ilha de trabalho tem uma espécie de “calha” onde distribui a iluminação geral com fluorescentes e um sistema mix com lâmpadas direcionáveis. Em frente ao armário há uma outra fila de spots que favorecem a visualização interna dos armários. E para a área de cocção há um detalhe de gesso com iluminação indireta e lava a parede de luz.

cozinha.20O teto desta cozinha há uma curvatura e a iluminação foi proposta com um sistema pendente linear com luz indireta, direta e pontual. Um direcionado para a ilha e outro para a circulação.

cozinha.17Para este projeto minimalista foi proposto embutidos direcionáveis com as luminárias sem moldura. Pela distribuição das luminárias essa cozinha ficará com um ar mais cênico.

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cozinha.34A bancada da cuba é importantíssimo ter uma boa iluminação, tanto natural com boas aberturas de janelas e claro a artificial para o uso noturno. Vejas as imagens abaixo:

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cozinha.05Gosto muito dessas duas imagens acima com a importância que se dá para a iluminação natural na área da bancada. Nesta última imagem acima o que acrescentaria como solução seriam spots embutidos no próprio armário superior, para não causar sombras quando esta área for usada no período noturno.

cozinha.25Confesso uma queda por essa imagem acima, ela tem um mix de minimalismo, rústico e alternativo. Essa idéia de iluminar a bancada com a barra e fios enrolados com lâmpadas incandescentes de diversas formas criou uma atmosfera muito arrojada e interessante. É uma ótima solução para quem tem o teto com laje e as dificuldades de distribuir os pontos de luz.

cozinha.26---250Ilhas ou penínsulas com bancadas de lanches também merecem uma dedicação especial, que podem ser solucionados com spots, embutidos ou mesmo os charmosos pendentes.Muitos projetos a copa é integrada a cozinha, e neste caso temos que projetar com a mesma linguagem, com pendentes ou pontos focais.

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cozinha.23A solução desse projeto acima é simples e funcional. Um trilho com spots na área de circulação como luz geral. Diversos spots nos armários e nas prateleiras iluminando a bancada de trabalho e um pendente na mesa de refeição.

cozinha.14Pé-direito duplo geralmente dificulta a solução para um projeto luminotécnico. Um grande cuidado para não “pontilhar” o teto com spots e se parecer como uma loja. No mercado temos luminárias como calhas contínuas ou embutidos com 4 lâmpadas em uma única moldura, assim tem-se a possibilidade de direcionar as lâmpadas e criar um aspecto mais limpo no teto.

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cozinha.21Para quem curte um estilo mais despojado, sem muita regra e que o design seja expressivo, escolhi algumas imagens para o inspirar.

cozinha.12Neste projeto acima não há nenhuma luminária no teto. Apenas arandelas mais rústicas e luminária de leitura direcionável na bancada.

cozinha.06Neste projeto acima o pé-direito é alto e a solução foi realizada com arandelas articuláveis. 

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Na imagem acima bem provável que o forro não permitiria distribuir vários pontos de luz. Para tanto a solução foi encontrada com pendentes e detalhe: eles são diferentes entre si. Mas no final há uma harmonia em geral com as luminárias diferentes e todo o mobiliário.

cozinha.38Para os que curtem uma atmosfera mais cênica, esse ambiente acima é inspirador. Os pendentes no estilo “faça você mesmo” e o forro com madeira e produz uma iluminação indireta.

cozinha.33Nesta cozinha acima ficou charmosa e romântica a solução com os pendentes e a moldura de forma simétrica acima da bancada de trabalho.

cozinha.15E as famosas arandelas Tolomeo deram o ar da graça neste projeto, de forma simétrica e funcional, direcionando na bancada e prateleiras das louças.

cozinha.37-250Nas imagens a seguir as selecionei pela luz natural integrada ao ambiente, com teto e parede de vidro, grandes aberturas e integração com o jardim.

cozinha.16Uma cozinha vintage e saudavelmente iluminada pela natureza. Para compor todo o estilo clássico foi proposto um lustre central e spots direcionados de forma estratégica para iluminar bancadas e circulação geral.

cozinha.03Quase que não precisa nem legenda para esse projeto não é mesmo? Iluminação funcional e direcional na área com forro de gesso, iluminação cênica com as arandelas lavando de luz a parede de tijolo aparente e uma brilhante luz natural com o teto de vidro.

cozinha.13E finalizo com mais nem menos que uma cozinha no meio no nada e cheiro de terra molhada. Quem não gostaria de cozinhar nesta ambiente acolhedor? Como iluminação natural essa cozinha é um sonho de consumo. A iluminação artificial é necessário um pouco mais de cuidado no cálculo para poder distribuir de forma homogênea. A metade do ambiente tem forro e é distribuido pontos de luz assim como os pendentes. Para a área de vidro tem possibilidade de instalar trilhos com spots ou mesmo as luminárias de mesa articuladas.

Fontes das imagens site: Pinterest.

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Restaurante – Largo Restaurante – Lisboa – Portugal

In Efeitos de iluminação on 1 de novembro de 2012 at 9:00

Fonte das imagens site: Largo Restaurante.

FORRO DE MADEIRA: como projetar o luminotécnico?

In Efeitos de iluminação on 24 de agosto de 2012 at 16:23

Os projetos luminotécnicos atualmente tem como base uns 80% em que o forro é de gesso. Até pela praticidade de aplicação, mudança de ponto elétrico ou estéticamente mais “limpo”, clean. Então quando surge um projeto em que o forro é de madeira, ou melhor ainda, forro de madeira e inclinado,  ai sim começa o desafio de como solucionar o desenho da luz. Tudo vai depender também em que momento começou a se projetar o luminotécnico, se o projeto já nasce junto com os outros projetos como, hidráulico, estrutura e afins, é mais fácil porque toda a tubulação e fiação será instalada de acordo com o projeto específico. Mas se a casa já estiver pronta e o luminotécnico não foi feito de acordo com o layout do ambiente, como fazer?

Bem, primeiramente calma, e vamos analisar o que temos disponível no mercado para compor esteticamente no projeto. Quem opta por forro de madeira, é porque gosta da sua estética, de deixar a cor da madeira evidente, então as luminárias não poderão ser no acabamento branco, exceto se há alguma composição ou algum desenho que componha, fora isso, com certeza não ficará com um bom resultado. Imagine um forro escuro com as molduras das luminárias no acabamento branco. Imaginou? Então neste caso temos outras opções como o acabamento preto ou marrom (marrom é muito difícil de encontrar um  fornecedor), mas é o mais discreto, se esta for a proposta.

Nas imagens acima são luminárias embutidas para dicróica direcionável, mas encontra-se para todos os tipos de lâmpadas halógenas como: PAR 16, PAR 20, PAR 30, PAR 38, AR 48, 70 e 111 e entre outras.  Uma dica de praticidade em obra se optar por luminárias embutidas é escolher luminárias no formato redondo, ou o furo de encaixe redondo, mesmo que a moldura seja quadrada. O recorte quadrado na madeira exige muita habilidade  e delicadeza na  furarção. Equanto o recorte redondo o instalador pode usar uma serra copo no diâmetro específico.

Em alguns casos que não há possibilidade de fazer furos no forro, pode-se optar pelos spots externos. Mantendo o mesmo detalhe de cor de acabamento sendo preto ou marrom. Ou se for trabalhar com algo mais arrojado, então que a peça demonstre seu ar de design.

Fonte da imagem site: Altena.

Fonte da imagem site: Fabbian.

Ainda na família dos spot, tem a solução com os trilhos. É  uma espécie de calha eletrificada que permite que vários spots percorram a extensão desse trilho. Isso dará mais versatilidade também quando houver alguma mudança na casa, como mudar o layout ou mudar um quadro, é só “correr” o spot no trilho e redirecioná-lo.

Fonte da imagem site: Fabbian.

Para alguns exemplos mais práticos seguem imagens de projetos prontos.

Fonte da imagem site: Plafatorma Arquitectura.

Este é um exemplo em que comentamos acima, onde a moldura da luminária é no acabamento em branco e quadrado. Justificado pelo desenho geométrico que foi realizado no forro que faz composição com o mesmo.

Fonte das imagens site: Fabbian.

Neste projeto acima, foi utilizado luminárias embutidas com o acabamento transparente (cristal), que valoriza o forro de madeira e observa-se somente o ponto de luz.

Fonte das imagens site: Casa e Cia.

Fonte das imagens site: Arco Web.

Este efeito da imagem acima é muito interessante para valorizar o material do forro. Fica mais em evidência. No entanto, não é uma superfície refletora, ele absorve a luz, então deixa o ambiente com efeito de penumbra, que no caso deste projeto, que é um restaurante, a proposta é deixar o ambiente mais intimista.

Fonte das imagens site: Light Design.

As arandelas também são excelentes soluções para um projeto luminotécnico com forro de madeira e inclinado, pois a luz se projeta de forma indireta, valorinado o material. Nesta imagem acima é um quiosque com cobertura de palha, então o efeito de luz indireta o valoriza com mais ênfase.

Fonte da imagem site: Dezeen.

Fonte das imagens site: Dezeen.

Fonte das imagens site: Dezeen.

Embutidos quadrado, com vidro para um efeito de luz difusa com lâmpadas fluorescentes.

Fonte das imagens site: Dezeen.

Fonte da imagem site: Dezeen.

Fonte das imagens site: Luz & Design.

Este projeto da imagem acima é diferente de tudo que já comentamos nesse post. Aqui o forro de madeira torna-se o centro de interesse, pois no gesso foi feito uma sanca de luz indireta, jogando a luz para o revestimento de madeira.

Fonte das imagens site: Daarna Studio.

Tipo de Lâmpada: HALÓGENAS

In Iluminação, Luminária decorativa on 18 de janeiro de 2010 at 13:34

As lâmpadas halógenas vieram para dar mais brilho e teatralidade na iluminação, com ela podemos criar cenários diferentes, de acordo com nosso humor, a decoração e o clima.

Exemplo de ambiente com lâmpadas halógenas. Fonte site Lu Moura.

Lâmpadas halógenas têm o mesmo principio das lâmpadas incandescentes; porém, são mais elaboradas, tem uma luz mais brilhante, eficiência energética, maior vida útil (variando entre 2000 e 4000 horas), menores dimensões e proporcionam vários efeitos de iluminação. Tem o IRC (Índice de Reprodução de Cor) de 100%, significa uma luz mais real, com a luz que obtemos com o sol. Com essa finalidade fica mais fácil identificar as cores reais de quadros, pinturas de paredes, roupas e objetos.
Essas lâmpadas tem maior uso nos embutido para gesso, spots e luminárias de mesa.

Na linha de lâmpadas da OSRAM pode-se agora contar com as lâmpadas Halógenas Energy Saver, que tem por finalidade economizar em até 65% de energia se comparadas às lâmpadas comuns, e mantém o mesmo fluxo luminoso.

Lembram do post anterior sobre incandescentes? Pois ai vai uma novidade.
Com o mesmo formato e encaixe, porém com mais brilho e economia econômica de energia. Tem a mesma cara da incandescente, mas a parte interna é halógena com o sistema Energy saver. Oferecendo economia de até 30% e tem durabilidade de até 2 vezes mais do que as incandescentes comuns e redução da emissão de CO2.

Incandescente comum é 60W de consumo de energia, enquanto a Energy Saver consome apenas 42Watts mas com o mesmo fluxo luminoso. O vidro
do bulbo não escurece ao longo do tempo, permitindo assim uma luz mais brilhante.

Desta forma podemos manter as mesmas luminárias que temos em casa e apenas trocando por um tipo de lâmpada mais ecológica.

Abaixo uma lista de algumas lâmpadas halógenas, sua nomenclatura, potência e finalidade de uso.

DICRÓICA

A lâmpada dicróica é principalmente usada nos projetos de interiores, mas dê preferência sempre para as lâmpadas 12V, ou seja, com uso de transformador. Assim estará garantindo melhor vida útil para seu material elétrico, pois a energia chega primeiramente no transformador e posteriormente na lâmpada. Pois a tensão de rede é sempre instável e sofrer variações. Fique sempre atento também aos graus de abertura das lâmpadas, pois cada uma tem um efeito diferente, algumas das angulações são: 10, 38 e 60 graus. Irá usa-lo de 10graus quando for para marcar uma parede que tenha textura, pedras ou outro tipo de revestimento, ou mesmo em uma parede lisa onde queres apenas marcar com pequeno facho de luz. Mas se for para iluminar quadros,  dê preferência para as de 60graus, elas tem luz de destaque , mas deixa-o de forma mais homogênea, e um detalhe muito importante, use um filtro fosco, para deixar a luz mais “limpa”. O filtro é um disco de vidro redondo, com o mesmo diâmetro da lâmpada dicróica.

Dicróica 51S

Potências  de 20W e 50W, Bases GU5.3 e GU4, vida mediana de 2000 horas e temperatura de cor 3000 K. Tem a versão mini-dicróica também com 20W ou de 35W.

Dicróica Energy Saver

Potência de 35W, base GU5,3, vida mediana de 5000 horas, temperatura de cor: 3000 K e intensidade luminosa constante durante toda a sua vida útil.

A dicróica energy saver é a mais indicada tanto para uso comercial ou residêncial, quando se quer destacar algum objeto, quadro, roupa, etc. Além de economizar  energia ela produz bem menos calor que uma dicróica comum.

Dicróica Titan

Potências: de 20W e 50W, base GU5,3, vida mediana de 4000 horas e temperatura de cor 3000 K.

Exemplo de iluminação com dicróica fazendo o efeito wallwash, isso quando o objetivo é iluminar a parede toda , ou onde se tem quadros, escultura ou mesmo textura. Para um melhor efeito é indicado que os embutidos fiquem 50cm de afastamento em relação à parede, e usar com filtro fosco para minimizar as sombras.

Exemplo de ambiente com iluminação de dicróica, com facho mais aberto direcionando para a escultura. Projeto da arquiteta Suzy Melo.

Efeito de lâmpada mini-dicróica de 10graus. Para este efeito os embutidos devem estar de 10 à 15cm de afastamento em relação à parede. Projeto Luminotécnico da Light Design.

Dicróica ALU

Potência de 50W, base GU5,3, vida mediana de 3000 horas e temperatura de cor 3000 K.

Com refletor alumínio, bloqueia que a luz possa ir parte de trás. Indicado para locais com forro de gesso limitado, assim o calor vai somente para baixo. Indicado também para spost abertos em que a lâmpada fica aparente, pois se neste caso for usar os outros modelos de dicróica, a luz vai para a parte de trás e num efeito prismático e cores diferentes, que não é o mais indicado neste caso.

Luminária Ya Ya Ho (1982-84) por Ingo Maurer. Fonte da imagem livro 1000 ligts. Essa luminária é um bom exemplo para especificar a lâmpada dicróica Alu, proporcionando assim o facho de luz somente para frente, uma vez que a lâmpada fica totalmente exposta no trilho.

 

Dicróica Cool-Blue
Potência de 50 W, base GU5.3, vida mediana de 4.000 horas e temperatura de cor 4.500K

Uso em  joalherias, lojas de cerâmica, de vidro e galerias de arte, em lugares onde precise de fontes de luz fria.

Tem acabamento fosco na parte de trás do refletor para uma luz mais difusa suave e sem ofuscamento na parte de trás.Com revestimento high-tech, que filtra da luz o componente vermelho quente. Isto resulta em uma luz halógena mais fria, com uma temperatura de cor de 4.500 K, mais próxima da luz diurna natural. (fonte da descrição OSRAM)

Efeito da Lâmpada Dicróica Cool Blue em um objeto prata. A lâmpada da esquerda é de 3000K (amarelada) e da direita 4500K cool blue (branco). Nesta imagem podemos ver como a luz branca realça o objeto prata.

Halopar 16Potência: 50W, bases GU10 e GZ10, vida mediana de 2.000 horas e temperatura de cor 2.900 K.Esta lâmpada é indicada para luminárias onde não tem possibilidade do uso de transformador, é ligada diretamente na rede.

Halopar 20, 30 e 38.

Estas lâmpadas têm fácil encaixe com a base E27 (de rosca) convencional. Indicadas para iluminação dirigida e de destaque, devido ao controle de facho de luz.

Podem ser usadas em área interna como iluminação de bancada; dentro do box do chuveiro; etc. Ou área externa como jardins em espetos ou up-lights.
Potências de 50W, 75W e 90W, vida útil 2.000 h e temperatura de cor: 3.000 K.

Exemplo de iluminação de jardim, onde pode-se especificar lâmpadas PAR para causar esse efeito. Fonte da Imagem Site DF Paisagismo.

Haloline

Potência entre 100W, 150W, 300W, 500W e 1000W,
base R7s, vida mediana de 2.000 h, temperatura de cor 3.000 K. Também na versão Energy Saver.

É mais conhecida como “palito”,  para uso geral em luminárias para áreas  internas e externas. Ajuda a realçar e enfatizar estrutura, colunas, fachadas, monumentos, lojas e vitrines. É conectada diretamente à rede sem auxílio de transformador. Halógena é muito usada em refletores e luminárias tipo plafon e arandelas que produzem iluminação indireta.

Exemplo de luminária com lâmpada halógena com efeito de luz indireta. Fonte da imagem site La Lampe.

Halostar Energy Saver

Potências de 35W e 65W, base GY6.35, vida mediana de 4000 horas e temperatura de cor 3000 K.

Ideal para uso em lustres, candelabros, luminárias de leitura e luminárias de móveis.

Halopin Energy Saver

Potência de 33W, com Base G9, vida mediana de 2.000 horas e temperatura de cor 2.900 K.

Não necessita de transformador, é uma lâmpada halógena compacta, permite que os designers desenvolvam luminárias pequenas e com uma boa fonte de luz.

AR
A família das AR são as halógenas lâmpadas que deixam o ambiente mais cênico. Muito utilizada em obras de arte como esculturas devido ao facho de luz concentrado. As AR 48 podem as vezes substituir as dicróicas dependendo do efeito que se espera e tem o facho de luz bem concentrado. AR70 são mais usadas em pé-direito comum, enquanto as AR111 tem um bom desempenho em pé-direito alto. Um cuidado especial que temos que ter com essa lâmpada é de não colocar em cima de sofás ou cadeiras onde uma pessoa irá se sentar, pois as AR tem o refletor que joga o facho de luz e a concentração de calor toda para baixo. Todas as AR são 12V, com uso de transformador.

AR 48 e 70.

Potências entre 20W e 50W, bases BA15d e GY4, vida mediana de 1.000 h, 2.000 h e 3.000 horas, temperatura de cor 3000 K.

AR 48 tem angulação de 8graus, AR70 tem de 8 e de 24 graus.

Halospot 111 Energy Saver

Potências de 35W e 65W, base G53, vida mediana de 4.000 horas e temperatura de cor de 3.000 K.

Angulações de 4, 8 e 24graus.

Exemplo de iluminação de destaque na mesa de centro. Para esse efeito a  indicação é uma AR70 de 8 graus. Fonte da imagem site Obravip.

Cuidado especial: Procure não tocar no bulbo das lâmpadas halógenas sem utilização de luvas, pois o contato de gorduras e impurezas da própria pele em seu bulbo pode ocasionar diminuição sua vida útil da lâmpada. Caso ocorra acidentalmente limpe-a com um pano umedecido em álcool.

Tipos de luminárias

In Iluminação, Luminária decorativa, Tipo de luminária on 7 de janeiro de 2010 at 14:52

Para um bom projeto luminotécnico temos que ter conhecimento ou ao menos noção em tudo que envolve a iluminação, que corresponde desde o tipo de luminária, tipo de lâmpada, potência, efeito desejado, lúmens e parte elétrica. É importante saber os tipos de luminárias para fazer a especificação correta, hoje nada tem muita regra restrita na escolha do tipo de luminária, desde que não prejudique no efeito luminotécnico. Verificar na obra, ou no projeto se o teto será laje ou gesso, o que irá facilitar a escolha da luminária certa.
É importante também considerar se é ambiente interno ou externo, e consultar com o fornecedor do produto se o mesmo é adequado ou não para o local desejado. A seguir, alguns tipos de luminárias existentes:

Plafon – luminária que geralmente é instalada bem próxima ao teto e serve como peça central do ambiente. Temos dois tipos de efeitos de iluminação causados pelo plafon, dependendo do material ele produz um efeito de luz indireta ou difusa.

Plafon Remod com luz indireta da Light Design. A luz irradia diretamente no teto (recomenda-se que seja de cor clara) e posteriormente reflete no ambiente criando menos sombra e uma luz agradável aos olhos. Lumininária ideal para quartos e salas.

Plafon com luz difusa, o vidro permite uma luz geral no ambiente, deixando-o todo iluminado sem efeitos de luz e sobra.

Embutido – esse tipo de luminária é uma peça para embutir no gesso. Os tipos de embutidos são diversos, existem com fechamento em vidro ou acrílico para lâmpadas fluorescentes compactas ou incandescentes; embutidos sem fechamento para lâmpadas halógenas; e embutidos direcionáveis ou não. A grande vantagem dessas luminárias é a sensação de ambiente mais limpo e clean, pois o teto fica mais “liso”.

Embutido Inside quadrado da Light Design.

Embutido Orus da Light Design.
Os embutidos no gesso dão o acabamento rente ao forro.

Pendente – é uma peça funcional, mas às vezes pelo seu design pode ser uma peça mais decorativa. Esta luminária fica “pendurada” por fios elétricos ou algumas vezes acompanhada de cabo de aço em função do peso da peça.  Essas peças são usadas geralmente em bancadas, mesas de refeições, laterais de camas, mezaninos e etc.

Pendente Big Flower Pot (1971) por Verner Panton, pendente decorativo, funcional e estécico com com luz indireta. A inspiração de Verner para essa peça é o movimento Op Art e da Arte Cinética, um estilo um tanto psicodélico de grande popularidade no final dos anos 60.

Pendente XXL Dome (1998) por Ingo Maurer, com estrutura de fibra de vidro, metal e aço inoxidável, 180 cm de diâmetro. O interior do refletor é esmaltado de rosa, laranja, vermelho ou verde fluorescente.

Lustre – peça decorativa, geralmente é o centro de interesse de algum ambiente, como sala de jantar, hall de acesso ou mesmo mezanino. Dependendo do modelo do lustre pode ser a iluminação geral do ambiente, mas na maioria das vezes é uma peça complementar na decoração.

Lustre Light Shade Shade (1999) por Jurgen Bey da Moooi. Uma luminária que brinca com o estilo clássico (com lustre dourado e cristais pendurados) e com o estilo moderno (com a cúpula semi-translúcida).

Spot – é uma luminária com aspecto mais funcional, pois é uma peça direcionável, mas temos de tomar cuidado ao usar essa peça para que tenha seu uso adequado. Pois esse tipo de luminária não ilumina um ambiente inteiro como luz geral, como dito anteriormente ele é focal, ideal para quadros ou objetos de artes. Outro detalhe importante é o uso adequado das lâmpadas, se for para quadros usar dicróica, ou se for escultura, por exemplo, usar lâmpadas da família AR. Outro cuidado é com a estética, não colocar lâmpadas que fiquem para fora da luminária, a não ser que o design da peça permita essa ousadia, pois acaba dando destaque para a Lâmpada e não para a peça. Existem alguns spots com design bem diferenciado.

Luminária Beluga da Fabbian, empresa italiana. O design é leve, moderno e além disso muito funcional.

Trilho – o trilho na verdade não é a luminária propriamente dita, ela é uma barra eletrificada que permite o uso dos spots direcionáveis (mencionados acima). Esse tipo de peça é ideal para galerias , pois permite uma linha única de luminárias sendo que cada ponto tem flexibilidade de locomoção e redirecionamento. Cuidado ao usar esse tipo de peça em closets, pois como é uma luz focal, ela tem maior efeito de luz e sombra, e isso prejudica na escolha das roupas no closet. Por outro lado, em galerias de artes é o tipo de iluminação mais usado, pela funcionalidade e o efeito cênico.

Spot com trilho, uma calha eletrificada que permite a locomoção e direcionamento do spot.

Luminária de mesa – uma peça muito funcional, de design bem variado. Sua principal função é ser uma luminária de leitura apoiada nas mesas de trabalho, laterais de cama, ou em uma mesa lateral de sofá.

Tolomeo de mesa (1987) por Michele de Lucchi & Giancarlo Fassina, umas das luminárias de design de maior sucesso. Essa peça permite uma boa articulação e giro da cúpula, deixando a peça mais funcional e sua estética compõe super bem nos ambientes.

Luminária de pé – tem o mesmo objetivo da luminária mesa, mas esta por ter sua própria base, não depende de uma mesa para apoiá-la. Pode ser com finalidade de leitura ou apenas decorativa.

Arco Floor (1962) por Achille & Pier Giacomo Castiglioni. Luminária com base de mármore Carrara, com haste tipo telescópia com regulagem em três alturas diferentes. Uma peça de design que cria centro de interesse, fácil de compor com outros elementos e funcional, pois pode ser usada ao lado de uma poltrona ou mesmo na mesa de jantar, direcionando o facho de luz conforme adequação do local.

Luminária de pé Fun (1964) por Verner Panton. Discos semi-translúcidos de pedaços de conchas, criando uma iluminação mais “mágica”. Além da luminária de pé, há outras variações de mesa e de teto.

Abajur – acredito ser uma peça muito cobiçada pelo designers , pois é uma peça muito usada em ambientes residências ou comerciais. Permite uma luz ambiente que cria um clima mais aconchegante e é um elemento decorativo também.

Abajur Miss Sissi (1990) por Philippe Stark. Fabricado em policarbonato moldado por injeção e de  produção em série, disponível em sete cores translúcidas.

Abajur Panthella (1970) por Verner Panton

Arandela – esse tipo de peça sempre será instalado na parede, dependendo do material que é produzido causa efeitos diferentes. Se for elaborada com cúpula, por exemplo, ela deixa o ambiente mais aconchegante; se for com vidro ou policarbonato será uma luz mais difusa. Existem também outros modelos que permitem um desenho de luz na parede, transformando a luz numa escultura.

Arandela Dress da Vistosi.

Refletor – é uma luminária um pouco mais técnica as vezes usadas nos jardins, fachadas  ou mesmo como elemento de segurança da residência. Essa luminária como o próprio nome já diz, é um refletor, e contém uma luz forte e reflete para uma área mais ampla.

Refletor Lingotto Wall Light (1990) por Renzo Piano.

Up-light – luminária para jardim ou para vasos com plantas. Seu facho de luz é de baixo para cima, mas para um bom efeito temos de saber que tipo planta será usada para então especificar o tipo de lâmpada. Essa luminária é muito indicada também para fachadas de residências, prédios comerciais e pilares, valorizando assim sua verticalidade.

Exemplo de luminária de piso.

Balizador – como propriamente dito, essa luminária faz o efeito de luz de balizar, e não de iluminar o ambiente. Seu efeito é de direcionar o caminho, seja no jardim, ou mesmo dentro do quarto ou corredor de circulação.

Projeto Luminotécnico da Light Design com o balizador Zero.
Exemplo de iluminação de balizador em ambiente interno.