Blog sobre Iluminação, Arquitetura, Design

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Iluminação pública

In Iluminação Pública on 28 de fevereiro de 2010 at 15:57

Solar Flower Petal Street Lamps Bloom by Day, iluminar a noite.

Projetado para a Simplicity Event Phillips em 2008, a Cidade Luz Sustentável é um sistema de iluminação inteligente. Com o design inspirado nas flores, as cinco pétalas fotovoltaicas se abrem com a luz do sol para coletar energia solar, ao anoitecer as pétalas se fecham e reproduzem iluminação pro meio de LED e é acionado com sensor de movimento.

Deixe a luz entrar!

In Iluminação natural on 11 de fevereiro de 2010 at 11:10

Casa Bierigns, Holanda.
Arquitetura: Rocha Tombal Architecten

Uma casa no meio rural, a princípio projetada com uma forma básica, mas diferente pelas aberturas das janelas. As aberturas emolduram o jardim e permitem a iluminação natural entrar com toda intensidade. O arquiteto projetou as aberturas das janelas de forma que o proprietário tivesse muito contato com o lado externo de sua casa desfrutando de uma visão bucólica e orientada de forma que não tenha contato com as casas vizinhas, proporcionando assim mais privacidade.

Outro passo importante das aberturas das janelas é a economia de energia elétrica, pois durante o dia não há necessidade de ligar a iluminação artificial.
Assim pode-se desfrutar da luz natural, e que por sinal é muito agradável, saudável e de forma sustentável.

Croquis de estudo.

Planta Baixa pavimento térreo e pavimento superior.

Corte.

Estudo volumétrico.

Esse é o papel do arquiteto, projetar de forma racional, adequando ao perfil do cliente, a topografia local, conversar com o entorno e aproveitar dos recursos naturais de forma que irá trazer bem estar e conforto para quem utiliza do espaço.

Efeitos de Iluminação

In Efeitos de iluminação on 10 de fevereiro de 2010 at 15:01

A arte de iluminar! fonte da imagem: site La Lampe.

“Quanto menor for o esforço de adaptação do indivíduo, maior será sua sensação de conforto.” site Osram.

Para um ambiente aconchegante e acolhedor você não vai precisar somente de móveis, tapetes, adornos e pinturas de paredes. Pois nada terá o mesmo valor se a iluminação não fizer parte desse contexto. E não falo aqui de luminária de design ou de moda, mas sim do efeito de iluminação, esta sim dará o resultado esperado para o ambiente proposto.

O efeito de iluminação é muito importante para cada ambiente, saber qual sua função (se é trabalho ou descanso), saber o perfil do usuário (seu cotidiano, a idade), e observar a decoração do ambiente. Principalmente no que se refere as cores e texturas.  Esses itens interferem e muito no efeito de iluminação desejado. Antes de sair “salpicando” o teto de luminárias, faça um estudo mais adequado e cauteloso sobre o ambiente a ser projetado, e nada melhor do que consultar alguém que seja especialista na área de iluminação, pois iluminar não é uma tarefa fácil, existem muitas informações e detalhes técnicos. Como todo e qualquer projeto, é melhor analisar muito bem antes de executá-lo. Assim estará evitando transtornos e desperdício de tempo e dinheiro com obra.

LUZ AMBIENTE e a iluminação geral de um ambiente e que pode ser classificada em luz difusa ou luz indireta. Esse tipo de iluminação não tem intenção de ressaltar algum tipo de objeto, mas ajuda na percepção de um todo do ambiente e tem maior flexibilidade na disposição interna dos ambientes. É um tipo de iluminação que pode ser usada em qualquer ambiente na casa, mas também em salas ou quartos. Nestes casos é sempre bom ter outros tipos de fonte de luz que possam modificar a intensidade de luz, pois nem sempre se quer luz total.

Este ambiente está com iluminação geral, iluminado por inteiro e sem sobras. Fonte da imagem: site Portal Casa & Cia.

LUZ INDIRETA: esse tipo de iluminação trabalha por meio de reflexão onde o facho de luz é direcionado para cima e reflete no ambiente. É uma luz mais suave e agradável, pois a fonte de luz não vai diretamente aos olhos, se vê somente o efeito já produzido. Esse tipo de iluminação pode ser adotado nos ambientes como salas e quartos para se obter o efeito de luz indireta. Para isso é necessário escolher a luminária correta que esconda a lâmpada e faça a reflexão. Por exemplo: luminárias de piso, plafons, arandelas e detalhes de gesso.

Este ambiente é um bom exemplo de iluminação indireta, com as luminárias de piso nas laterais do sofá e o detalhe de gesso no teto. Esse tipo de detalhe de gesso é chamado de “rasgo” e sua fonte de luz é com lâmpada fluorescente tubular, e por ser uma sala, ambiente onde recebemos visitas e ambiente onde descansados também, então a luz deve ser amarela para criar mais aconchego. Fonte da imagem: site La Lampe.

Ambiente com complemento de iluminação indireta proporcionada pelas arandelas.Projeto Luminotécnico da Light Design,com a arandela Box.

LUZ DIFUSA: é uma luz mais homogênea que distribui por igual no ambiente. Esse tipo de luz é mais versátil, pode-se utilizar em qualquer ambiente, como salas, quartos, banheiros, cozinhas, garagens e corredores. Mas lembre-se, se for sala e quarto é importante ter outros tipos de fonte de luz, pois nem sempre deseja-se somente luz geral no ambiente.

Este ambiente está com  fonte de luz difusa, proporcionado por dois pendentes de vidro leitoso. Fonte da imagem: site Vistosi

Outro exemplo de ambiente com iluminação difusa. Nessa foto podemos observar a mistura da luz artificial e a natural. Mas propositalmente, a luz do dia é uma luz difusa, clara e homogênea. Fonte da imagem: site Vistosi.

Este lavabo é um exemplo de uma mistura de iluminação difusa com iluminação indireta. Que é proporcionada pelo plafon de acrílico no teto que é a luz difusa e lâmpada fluorescente tubular atrás do painel do espelho que é a luz indireta. Neste caso as duas fontes de luz se complementam. Fonte da imagem: site casa.com.br.

A ILUMINAÇÃO PONTUAL ou de destaque é o tipo de iluminação que cria centro de interesse para algum tipo de adorno, um móvel ou uma tela. É uma iluminação que proporciona mais luz e sombra, uma vez que o facho de luz é concentrado o restante fica com sobra. A luz pontual pode ser também luz de tarefa, como luminárias de leitura que tem uma função específica de pontuar a luz na área de trabalho.

Exemplo de iluminação pontual destacando o adesivo na parede ao fundo. Fonte da imagem: site Fabbian.

Outro exemplo de iluminação pontual direcionando e destacando para os quadros acima do aparador. Percebe-se o efeito de luz e sombra, com a concentração de luz nos quadros e margem de sombra, ou penumbra no restante do ambiente. Fonte da imagem: site Portal Casa & Cia, Uol.

Este é um ambiente que demonstra a iluminação pontual de tarefa, onde o facho de luz é direcionado conforme o interesse do usuário. Fonte da imagem: site Vistosi.

ILUMINAÇÃO DECORATIVA é uma luz mais aconchegante, a intenção dela não é “iluminar”, mas sim deixar o ambiente acolhedor. Para esse tipo de iluminação pode-se usar abajur, dispositivos de dimmer, ou mesmo com outros elementos decorativos como velas.

Nesta foto podemos ver o pendente como centro de interesse e um elemento decorativo, o efeito de luz que é produzido cria um desenho de luz nas paredes deixando-o com uma atmosfera interessante. Fonte da imagem: site Vistosi.

Ambiente com efeito de iluminação decorativa, proporcionado uma luminária de pé com cúpula. Fonte da imagem: site La Lampe.

ILUMINAÇÃO FUNCIONAL como o próprio nome diz ela deve ser funcional e está relacionada a estimulação da atividade física e mental. Esse efeito ajuda na percepção do ambiente como um todo. É muito utilizado em ambientes comerciais ou residenciais como cozinhas, lavanderias, escritórios, academias ou outro tipo de ambiente que exige boa iluminação para atividade.

Esta ambiente de recepção comercial está utilizando uma iluminação funcional e de luz geral, para se obter luz por um todo. Fonte da imagem: site ArcoWeb

Nesta cozinha a iluminação funcional foi bem explorada, com um pendente de luz difusa localizada no centro do ambiente e distribuindo luz no ambiente em geral, e como segunda opção, na bancada foi projetado um tampo iluminado, favorecendo na manipulação e boa visualização dos alimentos. Fonte da imagem: site Decoração e Construção.

ILUMINAÇÃO CÊNICA, esse é o efeito de luz mais atraente de todos.  Em ambientes como salas e home theater é onde recebemos visitas, então sempre queremos deixá-lo o mais aconchegante possível, uma luz mais intimista e convidativa. Pode-se dizer também que é uma luz teatral, pois transforma o cenário com efeitos de luz e sombra, destacando móveis e objetos estratégicos, fazer demarcação de piso e circulação. O ideal neste caso é deixar os circuitos o mais separado possíveis, pois assim você pode brincar com os cenários.

Ambiente com atmosfera aconchegante, marcando o painel ao fundo da imagem e destacando a mesa de centro. Fonte da imagem: site La Lampe.

Outro exemplo de ambiente com iluminação cênica, está iluminado de forma estratégica, no revestimento da parede, na marcação do piso e etc. Esta iluminada de forma que convida o usuário a sentar e descansar, assistir TV ou mesmo para conversar com os amigos. Fonte da imagem: site Decoração e Construção.

Neste ambiente pelo que vemos na foto há pouco recurso de luminárias embutidas, mas as luminárias de pé e de mesa fizeram o trabalho de iluminar de forma aconchegante, criando luz e sombra. Fonte da imagem: site Vistosi.

LUZ DE EFEITO, bem até agora vimos que a luz tem função de iluminar o ambiente ou destacar algum objeto desejado, mas no caso da iluminação de efeito é a luz o centro de interesse, com cores, formas e desenhos.

Nesta foto podemos ver o efeito de luz que as arandelas proporcionam, quando acesas elas fazem uma “escultura” de luz desenhando a parede. Fonte da imagem: site Vistosi.

Neste caso a iluminação está colorida. E como hoje existem vários tipos de lâmpadas coloridas, como LED e fluorescentes, só dependem da imaginação e criação para projetar um ambiente atraente. Fonte da imagem: site La Lampe.

Observação: nem sempre o “faça você mesmo” é o mais barato, é muito importante a contratação de um arquiteto, designer de interiores ou lighting designer para elaborar um projeto que fique interessante e adequado ao perfil do cliente.  A iluminação precisa ser projetada de forma racional, pois ela pode apresentar aspectos negativos ou positivos, como bem estar, desconforto, concentração ou dispersão dependendo da forma como foi executado.

Seminário de Iluminação

In Notícias on 4 de fevereiro de 2010 at 13:00

International Summer Lighting Workshop for Students.

Fonte da imagem site Abitare.

O desenho da luz e o uso correto dos equipamentos de iluminação estão exigindo mais discussões. Muitas vezes a iluminação é mencionada apenas em curso de design, e a ERCO quer expandir o conhecimento e os conceitos que envolvem uma cenografia, dispondo de showrooms com recurso de instalações especiais e um extenso equipamento de ferramentas para demonstração.

Um seminário de quatro dias em Lüdenscheid, com arquitetos e lighting designers experientes da ERCO que estará fornecendo aos participantes do seminário com o fundamento e conhecimento em design de iluminação e a percepção de luz. A ERCO tem uma extensa gama de ferramentas de demonstração para iluminação de interior, exterior e estudo de diversos efeitos de iluminação de como realmente funciona na prática.

Os objetivos do seminário incluem não só para o ensino ministrado na iluminação dentro da tecnologia e sobre os fundamentos da percepção, mas também para aumentar a competência dos alunos no projeto de iluminação de modo que em seus estudos eles serão capazes de desenvolver e aperfeiçoar seus projetos seguindo critérios.

O International Summer ERCO Lighting Workshop irá também incluir exercícios de design de iluminação e uma excursão aos projetos exemplares de museu e loja de iluminação, garantindo assim o conhecimento teórico e que pode ser diretamente relacionado a aplicações práticas.

Datas: 17 – 21 de agosto de 2010.
Onde: Lüdenscheid, Alemanha

Para mais informações: entre no site da ERCO ou envie e-mail para lichtseminar@erco.com

Museu doLouvre

Hotel Burj Al Arab

Luminárias Lúdicas (segunda parte)

In Iluminação on 3 de fevereiro de 2010 at 14:20

Lúdico = Relativo a jogo, brinquedo, diversão. (Dicionário da Língua Portuguesa)

E ai vai a segunda parte das luminárias lúdicas encontradas.

Luminária Kugel – Lampe por Verner Panton, 1969.

“Há um sentido festivo, de prazer e juventude características da sensibilidade pop que ele explorou e exprime de uma forma muito eficaz. Igualmente sedutor é o aspecto orgânico, cheio de doçura, deste e de outros chandeliers de Panton, desafios anti modernistas que tiveram a sua expressão cinematográfica em certos décors de Barbarella. Fonte: Livro 1000 Lights.

Luminária Sinerpica por Michele de Lucchi, 1978.

Essa luminária não foi criada com utilidade precisa, mas sim um sarcasmo e uma peça cheia de humor. O nome Sinerpica é uma piada em italiano que significa: ‘ela trepa’, fazendo da luminária uma ligação com as plantas trepadeira. Fonte: Livro 1000 Lights.

Luminária Tahiti por Ettore Sottsass, 1981.

O designer Sottsass procurou desenhar uma peça que fosse atemporal, ela representa uma sártira contra o chique, a moda e o pretencionismo. Peça produzida pela Memphis.

Luminária Ashoka por Ettore Sottsass, 1981.

“Ettore Sottsass insegura-se contra a rigidez dos modernistas que procuravam uma determinada solução independentemente do problema. Para ele, pôr as coisas em causa era um modo de vida. Sottsass comparava a a tarefa de um desenhista a um processo de notas de viagem, ou a sugestão de possibilidades temporárias: <<figuras momentâneas e provisórias que podem ser examinadas ao longo do imenso, louco e insensato percurso da História>>”‘. Fonte: Livro 1000 Lights.

Luminária Scaragoo por Stefan Lindfors, 1988.

<<Vamos brincar? Então, brinca! Ou fazes um brinquedo ou não fazes.>> (Stefan Linfors)

Construída de alumínio esmaltado, aço e plástico sobre o betão, a peça tem altura de 82cm.  A luminária em forma de inseto tem multiplas funções e é ativada pelo toque. Essa foi umas das criações escandinavas pós-modernistas mais célebres, editado e fabricado pelo Ingo Maurer em 1990.  Scaragoo é uma luminária funcional e também uma obra de arte.

Luminária One from the heart por Ingo Maurer, 1989.

Feita de metal, plástico e espelho de vidro ajustável, a peça mede 95cm de altura. Essa luminária é uma das criações históricas de Ingo Maurer nos anos 80. Foi umas das primeiras luminárias equipadas com o sistema Touch Tronic, ou seja, um simples toque liga ou desliga a luminária, e um toque prolongado permite o ajuste da quantidade de luz necessária.

Luminária Birdie Birdie’s Nest por Ingo Maurer.

Essas trazem um pouco de romantismo e poesia para ao ambiente. As lâmpadas incandescentes e as asas com pena de ganso deixa a peça mais charmosa. Bem, mas como sabemos que as incandescentes serão extintas o mais indicado então é usar a incandescente  halógena Energy Saver, que economiza energia elétrica e mantém a originalidade da peça.

Luminária Horse por Front Design da Moooi, 2006.

Com dimensões de 210×230 cm aproximadamente, a peça deixa o ambinete mais descontraido e divertido. A luminária é feita em poliéster e está disponível na cor preto.

Luminária Rabbit por Front Design da  Moooi, 2006.

Moooi é uma injeção de humor, quem entrar no site irá sentir essa presença, no layout e na coleção. O abajur Rabbit faz parte de uma colção animal que a Moooi lançou, nesta linha temos o cavalo (com imagem acima), o coelho que serve de luminária, e o porco que serve como mesa de centro para sala.

Luminária Smoke por Maarten Baas da Moooi, 2002.

Um lustre bem humorado e criativo, sua estética final é apresenta-lá como se tivesso pego fogo na luminária. E sim! A luminária teve um tratamento em chamas para que proporcionasse esse visual, e ficou espetacular.