Blog sobre Iluminação, Arquitetura, Design

Archive for janeiro \31\UTC 2010|Monthly archive page

Luminária feita de garrafa de vidro

In Luminária decorativa on 31 de janeiro de 2010 at 8:22

Luminária Bottle Lights por Brothers Dressler.

Com o pensamento sustentável e de design arrojado, os criadores da luminária de garrafa, Lars e Jason Dressler de Brothers Dressler aproveitaram esse momento de festas e virada de ano, onde muitas garrafas de vidros foram consumidas e deram um novo destino para as memas, a luminária Bottle Lights. Com várias formas e cores, deixou a peça mais interessante e personalizada. A luminária foi criada para ser apresentada no Festival Internacional de Design de Toronto.

Luminária Bottle Lights por Brothers Dressler.

Fluorescentes, compactas e inteligentes

In Tipo de lâmpada on 28 de janeiro de 2010 at 12:37

As fluorescentes compactas além de serem muito útil e economizadora de energia, são também inteligentes e com aplicações especiais. Essas lâmpadas não fazem parte do lançamento de 2010, mas vale a pena posta-las aqui como acervo de tipos de lâmpadas.

Fluorescente compacta com sensor, ou seja, ela liga e desliga automaticamente.

Com dois sensores de luz, ela acende automaticamente ao escurecer e se apaga ao clarear o dia. Consome 15W e ilumina 75W. Sua vida útil é em média de 15.000 horas.

Indicadas para o uso em ambientes que necessitem de segurança, por exemplo, na entrada da casa e guaritas. Como sua base de fixação é a mais comum, a E27, é mais fácil de fazer a troca da lâmpada nas luminárias que já os possui, como balizadores e postes de jardins.

Fluorescente compacta com dimmer.

Antes dessa idéia econômica e funcional, a dimerização era feita por incandescentes, halógenas e fluorescentes tubulares com reator específico e de custo elevado. Mas agora com a fluorescente compacta com dimmer fica mais fácil, e mais econômico ainda. Com o dimmer você pode deixar seu ambiente mais aconchegante e na penumbra e com um toque deixar o ambiente com iluminação geral. A variação de intensidade de luz vai de 7 a 100%, seu consumo de energia é de 20W, mas ilumina 100W. A vida mediana é de 15.000 horas e economiza até 50% de energia em relação às outras fluorescentes compactas, sua temperatura de cor é de 3000k (luz amarela).  O efeito de dimmer é ótimo em abajur, salas, quartos, e principalmente em quarto de bebê.

Lâmpada fluorescente compacta solar.

A lâmpada é para tensão de 12 V, operada por bateria ou sistema de energia solar. Ideal para usos em jardins e até mesmo acampamentos. Consumo de energia de 11W mas ilumina 60W. Ela economiza até 80% de energia e com vida mediana de 10 anos (se considerar o uso de 2,7 horas pode dia).

Homenagem as incandescentes

In Luminária decorativa on 27 de janeiro de 2010 at 14:48

Lustre O Watt, com lâmpada incandescente por Tim Fishlock Studio Work.

Como visto no post anterior sobre as lâmpadas incandescentes, elas serão extintas do mercado após 2011. Mas, as lâmpadas incandescentes receberam um luxuoso e memorável lugar, em sua homenagem de 130 anos de criação, e como diretriz de mensagem sustentável com este novo lustre.

Fonte das imagens site Tim Fishlock Studio Work.

Construído utilizando 1.243 lâmpadas incandescentes de vários tamanhos e suspensas por cabos, este lustre tem em seu centro uma lâmpada fluorescente compacta de baixo consumo que é a fonte de luz geral.

É um memorial e celebração da simples lâmpada incandescente, diz Fishlock.

Tipo de lâmpada: FLUORESCENTES

In Tipo de lâmpada on 23 de janeiro de 2010 at 9:59

Fonte da imagem no site Elétrica.

Bem, antes de falar sobre as lâmpadas fluorescentes, uma dúvida: o que significa luz quente e luz fria?

Luz quente: é a maneira de falar sobre a temperatura de cor da lâmpada que é apresentado em kelvin (k), por exemplo, uma lâmpada de 2700k reproduz uma luz mais “amarelada”. Luz quente não tem ligação nenhuma com efeito térmico de quando a lâmpada esta em operação. Então, quanto menor for à temperatura de cor, mais amarelo é o efeito da lâmpada. Esse tipo de lâmpada é mais indicada para ambientes como quartos e salas, ambientes que necessitem de luz mais aconchegante.

Exemplo de ambiente com lâmpada fluorescente amarela (luz quente). Neste ambiente foi feito um detalhe de gesso com rasgo, e com emissão de luz lâmpada fluorescente. Para fazer este efeito pode-se usar a lâmpada T8 de 3000k ou a T5 de 3000k.

Luz fria: da mesma forma como mencionada acima, é uma maneira de falar sobre a temperatura de cor da lâmpada, porém neste caso a reprodução de cor é acima 4000k, que transmite uma luz mais “branca”. Quanto maior for à temperatura de cor, mais branca é a luz. Esta é indicada para ambientes como cozinhas e escritórios, ambientes que necessitam de luz mais estimulante para atividades e concentração.

Exemplo de ambiente com fluorescente branca (luz fria). Para um efeito de luz mais branca pode-se usar T8 de 4000k ou T5 de 4000k.

Vamos ver os tipos de fluorescentes compactas e tubulares, mas existem também as circulares.  O consumo de energia das fluorescentes é até 80% menor em relação a outros tipos de lâmpadas, e com uma durabilidade até 20 vezes maior que as lâmpadas incandescentes, elas aquecem menos os ambientes, proporcionam redução de carga térmica e IRC (índice de reprodução de cor) em média de 85%.

Fluorescente compacta: sua criação foi com a principal função de substituir as lâmpadas incandescentes. São de alta tecnologia, funcional e econômica. Elas têm aplicações comerciais, industriais e residências, e disponíveis em vários formatos e potências, com design moderno e compacto. A vida útil é em média de 6.000h a 15.000 horas e a temperatura de cor é em média de 2.700K a 6.000K.
Exemplo: uma lâmpada de econômica de 20W é equivalente a uma incandescente de 100W, ou seja, consome bem menos energia e produz maior quantidade de luz.

Imagem com várias lâmpadas fluorescentes compactas com encaxe de rosca E27. Imagem disponível no site da OSRAM.

Imagem com várias lâmpadas fluorescentes compactas com pinode encaixe, estas precisam de reator. Imagem disponível no site da OSRAM.

Fluorescentes Tubulares: são uma ótima solução de economia de energia. Tem alta eficiência, longa durabilidade e usos diversos como indústrias, comércios e residências. Com o passar do tempo tem recebido mais tecnologias de tamanhos e melhor fluxo luminoso. A temperatura de cor varia entre 2.700k a 6.500k. O principio de funcionamento é de descarga de vapor de mercúrio em baixa pressão.

Quando se ouve falar em T12, T10, T8, T5 e etc, é uma relação com o diâmetro da lâmpada.

Para uso residencial e comercial, uma das lâmpadas fluorescentes mais eficiente é a T5, com diâmetro de 16 mm, representando até 40% de economia em relação a T12 e T10.
A vida útil das lâmpadas fluorescentes é em média de 7.500h a 20.000horas.

Exemplo de iluminação na fachada com fluorescente T5.

Para áreas de difícil acesso na hora da troca de lâmpadas, como mezaninos, pés-direitos duplos, alas de produção ou túneis, tem a lumilux XXT T8, com vida útil de 58.000 a 75.000 horas dependendo do tipo de reator que for utilizado.

Tipo de Lâmpada: HALÓGENAS

In Iluminação, Luminária decorativa on 18 de janeiro de 2010 at 13:34

As lâmpadas halógenas vieram para dar mais brilho e teatralidade na iluminação, com ela podemos criar cenários diferentes, de acordo com nosso humor, a decoração e o clima.

Exemplo de ambiente com lâmpadas halógenas. Fonte site Lu Moura.

Lâmpadas halógenas têm o mesmo principio das lâmpadas incandescentes; porém, são mais elaboradas, tem uma luz mais brilhante, eficiência energética, maior vida útil (variando entre 2000 e 4000 horas), menores dimensões e proporcionam vários efeitos de iluminação. Tem o IRC (Índice de Reprodução de Cor) de 100%, significa uma luz mais real, com a luz que obtemos com o sol. Com essa finalidade fica mais fácil identificar as cores reais de quadros, pinturas de paredes, roupas e objetos.
Essas lâmpadas tem maior uso nos embutido para gesso, spots e luminárias de mesa.

Na linha de lâmpadas da OSRAM pode-se agora contar com as lâmpadas Halógenas Energy Saver, que tem por finalidade economizar em até 65% de energia se comparadas às lâmpadas comuns, e mantém o mesmo fluxo luminoso.

Lembram do post anterior sobre incandescentes? Pois ai vai uma novidade.
Com o mesmo formato e encaixe, porém com mais brilho e economia econômica de energia. Tem a mesma cara da incandescente, mas a parte interna é halógena com o sistema Energy saver. Oferecendo economia de até 30% e tem durabilidade de até 2 vezes mais do que as incandescentes comuns e redução da emissão de CO2.

Incandescente comum é 60W de consumo de energia, enquanto a Energy Saver consome apenas 42Watts mas com o mesmo fluxo luminoso. O vidro
do bulbo não escurece ao longo do tempo, permitindo assim uma luz mais brilhante.

Desta forma podemos manter as mesmas luminárias que temos em casa e apenas trocando por um tipo de lâmpada mais ecológica.

Abaixo uma lista de algumas lâmpadas halógenas, sua nomenclatura, potência e finalidade de uso.

DICRÓICA

A lâmpada dicróica é principalmente usada nos projetos de interiores, mas dê preferência sempre para as lâmpadas 12V, ou seja, com uso de transformador. Assim estará garantindo melhor vida útil para seu material elétrico, pois a energia chega primeiramente no transformador e posteriormente na lâmpada. Pois a tensão de rede é sempre instável e sofrer variações. Fique sempre atento também aos graus de abertura das lâmpadas, pois cada uma tem um efeito diferente, algumas das angulações são: 10, 38 e 60 graus. Irá usa-lo de 10graus quando for para marcar uma parede que tenha textura, pedras ou outro tipo de revestimento, ou mesmo em uma parede lisa onde queres apenas marcar com pequeno facho de luz. Mas se for para iluminar quadros,  dê preferência para as de 60graus, elas tem luz de destaque , mas deixa-o de forma mais homogênea, e um detalhe muito importante, use um filtro fosco, para deixar a luz mais “limpa”. O filtro é um disco de vidro redondo, com o mesmo diâmetro da lâmpada dicróica.

Dicróica 51S

Potências  de 20W e 50W, Bases GU5.3 e GU4, vida mediana de 2000 horas e temperatura de cor 3000 K. Tem a versão mini-dicróica também com 20W ou de 35W.

Dicróica Energy Saver

Potência de 35W, base GU5,3, vida mediana de 5000 horas, temperatura de cor: 3000 K e intensidade luminosa constante durante toda a sua vida útil.

A dicróica energy saver é a mais indicada tanto para uso comercial ou residêncial, quando se quer destacar algum objeto, quadro, roupa, etc. Além de economizar  energia ela produz bem menos calor que uma dicróica comum.

Dicróica Titan

Potências: de 20W e 50W, base GU5,3, vida mediana de 4000 horas e temperatura de cor 3000 K.

Exemplo de iluminação com dicróica fazendo o efeito wallwash, isso quando o objetivo é iluminar a parede toda , ou onde se tem quadros, escultura ou mesmo textura. Para um melhor efeito é indicado que os embutidos fiquem 50cm de afastamento em relação à parede, e usar com filtro fosco para minimizar as sombras.

Exemplo de ambiente com iluminação de dicróica, com facho mais aberto direcionando para a escultura. Projeto da arquiteta Suzy Melo.

Efeito de lâmpada mini-dicróica de 10graus. Para este efeito os embutidos devem estar de 10 à 15cm de afastamento em relação à parede. Projeto Luminotécnico da Light Design.

Dicróica ALU

Potência de 50W, base GU5,3, vida mediana de 3000 horas e temperatura de cor 3000 K.

Com refletor alumínio, bloqueia que a luz possa ir parte de trás. Indicado para locais com forro de gesso limitado, assim o calor vai somente para baixo. Indicado também para spost abertos em que a lâmpada fica aparente, pois se neste caso for usar os outros modelos de dicróica, a luz vai para a parte de trás e num efeito prismático e cores diferentes, que não é o mais indicado neste caso.

Luminária Ya Ya Ho (1982-84) por Ingo Maurer. Fonte da imagem livro 1000 ligts. Essa luminária é um bom exemplo para especificar a lâmpada dicróica Alu, proporcionando assim o facho de luz somente para frente, uma vez que a lâmpada fica totalmente exposta no trilho.

 

Dicróica Cool-Blue
Potência de 50 W, base GU5.3, vida mediana de 4.000 horas e temperatura de cor 4.500K

Uso em  joalherias, lojas de cerâmica, de vidro e galerias de arte, em lugares onde precise de fontes de luz fria.

Tem acabamento fosco na parte de trás do refletor para uma luz mais difusa suave e sem ofuscamento na parte de trás.Com revestimento high-tech, que filtra da luz o componente vermelho quente. Isto resulta em uma luz halógena mais fria, com uma temperatura de cor de 4.500 K, mais próxima da luz diurna natural. (fonte da descrição OSRAM)

Efeito da Lâmpada Dicróica Cool Blue em um objeto prata. A lâmpada da esquerda é de 3000K (amarelada) e da direita 4500K cool blue (branco). Nesta imagem podemos ver como a luz branca realça o objeto prata.

Halopar 16Potência: 50W, bases GU10 e GZ10, vida mediana de 2.000 horas e temperatura de cor 2.900 K.Esta lâmpada é indicada para luminárias onde não tem possibilidade do uso de transformador, é ligada diretamente na rede.

Halopar 20, 30 e 38.

Estas lâmpadas têm fácil encaixe com a base E27 (de rosca) convencional. Indicadas para iluminação dirigida e de destaque, devido ao controle de facho de luz.

Podem ser usadas em área interna como iluminação de bancada; dentro do box do chuveiro; etc. Ou área externa como jardins em espetos ou up-lights.
Potências de 50W, 75W e 90W, vida útil 2.000 h e temperatura de cor: 3.000 K.

Exemplo de iluminação de jardim, onde pode-se especificar lâmpadas PAR para causar esse efeito. Fonte da Imagem Site DF Paisagismo.

Haloline

Potência entre 100W, 150W, 300W, 500W e 1000W,
base R7s, vida mediana de 2.000 h, temperatura de cor 3.000 K. Também na versão Energy Saver.

É mais conhecida como “palito”,  para uso geral em luminárias para áreas  internas e externas. Ajuda a realçar e enfatizar estrutura, colunas, fachadas, monumentos, lojas e vitrines. É conectada diretamente à rede sem auxílio de transformador. Halógena é muito usada em refletores e luminárias tipo plafon e arandelas que produzem iluminação indireta.

Exemplo de luminária com lâmpada halógena com efeito de luz indireta. Fonte da imagem site La Lampe.

Halostar Energy Saver

Potências de 35W e 65W, base GY6.35, vida mediana de 4000 horas e temperatura de cor 3000 K.

Ideal para uso em lustres, candelabros, luminárias de leitura e luminárias de móveis.

Halopin Energy Saver

Potência de 33W, com Base G9, vida mediana de 2.000 horas e temperatura de cor 2.900 K.

Não necessita de transformador, é uma lâmpada halógena compacta, permite que os designers desenvolvam luminárias pequenas e com uma boa fonte de luz.

AR
A família das AR são as halógenas lâmpadas que deixam o ambiente mais cênico. Muito utilizada em obras de arte como esculturas devido ao facho de luz concentrado. As AR 48 podem as vezes substituir as dicróicas dependendo do efeito que se espera e tem o facho de luz bem concentrado. AR70 são mais usadas em pé-direito comum, enquanto as AR111 tem um bom desempenho em pé-direito alto. Um cuidado especial que temos que ter com essa lâmpada é de não colocar em cima de sofás ou cadeiras onde uma pessoa irá se sentar, pois as AR tem o refletor que joga o facho de luz e a concentração de calor toda para baixo. Todas as AR são 12V, com uso de transformador.

AR 48 e 70.

Potências entre 20W e 50W, bases BA15d e GY4, vida mediana de 1.000 h, 2.000 h e 3.000 horas, temperatura de cor 3000 K.

AR 48 tem angulação de 8graus, AR70 tem de 8 e de 24 graus.

Halospot 111 Energy Saver

Potências de 35W e 65W, base G53, vida mediana de 4.000 horas e temperatura de cor de 3.000 K.

Angulações de 4, 8 e 24graus.

Exemplo de iluminação de destaque na mesa de centro. Para esse efeito a  indicação é uma AR70 de 8 graus. Fonte da imagem site Obravip.

Cuidado especial: Procure não tocar no bulbo das lâmpadas halógenas sem utilização de luvas, pois o contato de gorduras e impurezas da própria pele em seu bulbo pode ocasionar diminuição sua vida útil da lâmpada. Caso ocorra acidentalmente limpe-a com um pano umedecido em álcool.

Tipo de lâmpada: INCANDESCENTE

In Iluminação, Luminária decorativa, Tipo de lâmpada on 12 de janeiro de 2010 at 18:54

Fonte da imagem: Blog NEEA 2009

Depois de vários experimentos de inventores como Werner von Siemens (que em 1866 construiu máquinas para fornecimento de eletricidade constante), e do alemão Heinrich Goebel (que em 1854 construiu a primeira lâmpada que proporcionasse emissão de luz, porém a emissão de luz era por pouco tempo), em 1879, Thomas Alva Edison desenvolveu a primeira lâmpada incandescente. Esta foi a primeira lâmpada que teve uma produção em escala e que foi bem sucedida comercialmente.

Thomas Edison usou uma haste bem fina feita de carvão carbono, que ao aquecida, emitia luz, mas não por muito tempo, uma vez que o filamento de carvão tinha pouca vida útil. Posteriormente esse filamento foi substituído por ligas metálicas; depois por bambu; celulose e finalmente a que usamos ainda nos dias de hoje que é filamento de tungstênio. Este podendo chegar a temperaturas superiores a 3000°C.

O filamento fica alojado na parte interna do bulbo de vidro sob vácuo com gases quimicamente inertes. A base de fixação da lâmpada é de rosca que chamamos de E27, o tipo de encaixe mais comum. Mas existe no mercado com outros encaixes que são chamados de E12 e E14.

A lâmpada incandescente é a mais conhecida e a mais usada, em função de ter um baixo custo e de fácil manutenção na hora da troca. Sua eficiência não é das melhores, pois apenas 5% da energia gasta é transformada em luz e os outros 95% se transformam em calor. Por causa deste desperdício, a União Européia decidiu abolir as lâmpadas incandescentes a partir de 2012. Com esta medida, prevê-se, não só a redução de cerca de 1 milhão de toneladas de CO2 até 2020 como também a economia de energia.

A emissão de luz que essa lâmpada proporciona deixar o ambiente de forma aconchegante, por isso é muito usada em plafons, abajures e arandelas. Ela pode ainda ser dimerizada, ou seja, usar um dispositivo chamado dimmer, que regula a intensidade da luz conforme a necessidade de uso. Com temperatura de cor agradável, na faixa de 2.700K (“amarelada”) e reprodução de cor de 100%, ela tem atualmente sua aplicação predominantemente em áreas residenciais. A vida útil de uma lâmpada incandescente é em média de 1000 horas, por exemplo, ligada 5 horas por dia, deverá durar por volta de uns 6 meses.

E o que fazer com as lâmpadas queimadas?

Esse tipo de lâmpada pode ser depositado em lixo comum, pois não há gases e materiais químicos que tenham impacto ambiental negativo.  E pode ser reciclado o vidro e o metal, segundo informação da OSRAM. No entanto, muito cuidado ao depositar no lixo, coloque sempre em um jornal ou em algum tipo de proteção para que os catadores não corram riscos de se ferirem.

E podemos usar a criatividade e recriar a função dos bulbos. Abaixo uma seleção de fotos retiradas do site Mdig com sugestões de reutilização das lâmpadas incandescentes.

Decoração de Natal

Utensílio de cozinha.

Tocheiro

Vaso para flor

Luminária.

Luminárias Lúdicas

In Luminária decorativa on 11 de janeiro de 2010 at 16:21

Lúdico = Relativo a jogo, brinquedo, diversão. (Dicionário da Língua Portuguesa)

Passeando por sites, blogs e livros, me chamou a atenção às luminárias que “brincam” com nossos sentimentos e nos trazem momentos nostálgicos. Isso demonstra também que podemos decorar um ambiente de forma séria, coerente, e “quebrar” às vezes um pouco das e regras e rigidez com peças divertidas, decorativas e funcionais.

Luminária Blossom (2007) por Hella Jongerius. Produzido pela empresa suíça Belux. Versão luminária de pé

Cada cúpula da luminária foi inspirada nas flores, com cores e formar diferentes. E cada cúpula usa um tipo de lâmpada para proporcionar efeito de luz diferente. Sobre a luminária de pé (imagem publicada acima) a cúpula maior com acabamento em branco é a luz geral do ambiente, e cúpula do meio é uma luz indireta e a terceira serve como luz de leitura. Todas as cúpulas podem regular a altura e a angulação conforme necessidade de uso.
Além a versão de luminária de pé, tem a versão pendente, que pode-se fazer uma composição com a quantidade e a variedade que a imaginação permitir, uma boa opção de deixar a casa mais divertida e alegre.

LLuminária Blossom (2007) por Hella Jongerius. Produzido pela empresa suíça Belux. Detalhe da cúpula.Luminária Blossom (2007) por Hella Jongerius. Produzido pela empresa suíça Belux. Detalhe da luminária de pé.

Luminária Blossom (2007) por Hella Jongerius. Produzido pela empresa suíça Belux. Pendente

Luminária Cloud (2005) por Frank Gehry. Produzido pela empresa suíça Belux.

Talvez essa não fosse à intenção de Gehry, mas a luminária traz uma idéia de nuvem, pela forma, a leveza e a flexibilidade de mudar a forma da mesma. Ghery quer que o dono da luminária seja o co-criador, pois a peça vem em folhas e com botões nas bordas para poder fixar umas nas outras, você pode ampliá-las ou diminuí-las. As folhas de papel recebem um acabamento com resina que é resistente a água, facilitando assim a limpeza e manutenção. Essa mesma resina não permite que se propague chama.

Luminária Cloud (2005) por Frank Gehry. Produzido pela empresa suíça Belux.

Luminária Jingzi (2005) por Herzog & de Meureon. Produzido pela empresa suíça Belux.

Produzida com material de silicone que proporciona maleabilidade , com as versões em pendente, luminária de pé e de mesa.

Astro lava lights (1963) por Edward C. Walker. Fonte Livro 1000 Lights.

Suporte de cobre, garrafa de vidro cheia de água e cera colorida. Com o aquecimento da lâmpada ligada, a cera começa com movimentos diversos. Na época que Edward lançou sua criação, a luminária contribuiu para um movimento psicodélico entre um grande público

Luminária Passiflora (1968) por supersudio. Fonte Livro 1000 Lights

Luminária de metacrilico opalino colorido.

Luminária Pillola (1968) por Cesare Casati & Emanuele Ponzio. Fonte Livro 1000 Lights.

Corpo de ABS e acrílico. O conceito foi trazer exatamente objetos banais do dia a dia como um elemento que incorporasse na decoração e por em causa as nossas percepções.

Luminária Boalum (1969) por Livio Castiglioni & Gianfranco Frattini. Produzido por Artemide.

Difusor flexível em PVC, estruturado por anéis de metal e uma corda de micro lâmpadas na parte interna.

Inspirado do tubo flexível dos aspiradores, a luminária tem uma versatilidade de usos, podendo ser de mesa, em pé ou da forma que o usuário imaginar. Os tubos podem ser conectados uns aos outros, dando uma dimensão maior a peça.

OBS: já selecionei outras luminárias com aspécto lúdico e publicarei nos próximos posts.

Tipos de luminárias

In Iluminação, Luminária decorativa, Tipo de luminária on 7 de janeiro de 2010 at 14:52

Para um bom projeto luminotécnico temos que ter conhecimento ou ao menos noção em tudo que envolve a iluminação, que corresponde desde o tipo de luminária, tipo de lâmpada, potência, efeito desejado, lúmens e parte elétrica. É importante saber os tipos de luminárias para fazer a especificação correta, hoje nada tem muita regra restrita na escolha do tipo de luminária, desde que não prejudique no efeito luminotécnico. Verificar na obra, ou no projeto se o teto será laje ou gesso, o que irá facilitar a escolha da luminária certa.
É importante também considerar se é ambiente interno ou externo, e consultar com o fornecedor do produto se o mesmo é adequado ou não para o local desejado. A seguir, alguns tipos de luminárias existentes:

Plafon – luminária que geralmente é instalada bem próxima ao teto e serve como peça central do ambiente. Temos dois tipos de efeitos de iluminação causados pelo plafon, dependendo do material ele produz um efeito de luz indireta ou difusa.

Plafon Remod com luz indireta da Light Design. A luz irradia diretamente no teto (recomenda-se que seja de cor clara) e posteriormente reflete no ambiente criando menos sombra e uma luz agradável aos olhos. Lumininária ideal para quartos e salas.

Plafon com luz difusa, o vidro permite uma luz geral no ambiente, deixando-o todo iluminado sem efeitos de luz e sobra.

Embutido – esse tipo de luminária é uma peça para embutir no gesso. Os tipos de embutidos são diversos, existem com fechamento em vidro ou acrílico para lâmpadas fluorescentes compactas ou incandescentes; embutidos sem fechamento para lâmpadas halógenas; e embutidos direcionáveis ou não. A grande vantagem dessas luminárias é a sensação de ambiente mais limpo e clean, pois o teto fica mais “liso”.

Embutido Inside quadrado da Light Design.

Embutido Orus da Light Design.
Os embutidos no gesso dão o acabamento rente ao forro.

Pendente – é uma peça funcional, mas às vezes pelo seu design pode ser uma peça mais decorativa. Esta luminária fica “pendurada” por fios elétricos ou algumas vezes acompanhada de cabo de aço em função do peso da peça.  Essas peças são usadas geralmente em bancadas, mesas de refeições, laterais de camas, mezaninos e etc.

Pendente Big Flower Pot (1971) por Verner Panton, pendente decorativo, funcional e estécico com com luz indireta. A inspiração de Verner para essa peça é o movimento Op Art e da Arte Cinética, um estilo um tanto psicodélico de grande popularidade no final dos anos 60.

Pendente XXL Dome (1998) por Ingo Maurer, com estrutura de fibra de vidro, metal e aço inoxidável, 180 cm de diâmetro. O interior do refletor é esmaltado de rosa, laranja, vermelho ou verde fluorescente.

Lustre – peça decorativa, geralmente é o centro de interesse de algum ambiente, como sala de jantar, hall de acesso ou mesmo mezanino. Dependendo do modelo do lustre pode ser a iluminação geral do ambiente, mas na maioria das vezes é uma peça complementar na decoração.

Lustre Light Shade Shade (1999) por Jurgen Bey da Moooi. Uma luminária que brinca com o estilo clássico (com lustre dourado e cristais pendurados) e com o estilo moderno (com a cúpula semi-translúcida).

Spot – é uma luminária com aspecto mais funcional, pois é uma peça direcionável, mas temos de tomar cuidado ao usar essa peça para que tenha seu uso adequado. Pois esse tipo de luminária não ilumina um ambiente inteiro como luz geral, como dito anteriormente ele é focal, ideal para quadros ou objetos de artes. Outro detalhe importante é o uso adequado das lâmpadas, se for para quadros usar dicróica, ou se for escultura, por exemplo, usar lâmpadas da família AR. Outro cuidado é com a estética, não colocar lâmpadas que fiquem para fora da luminária, a não ser que o design da peça permita essa ousadia, pois acaba dando destaque para a Lâmpada e não para a peça. Existem alguns spots com design bem diferenciado.

Luminária Beluga da Fabbian, empresa italiana. O design é leve, moderno e além disso muito funcional.

Trilho – o trilho na verdade não é a luminária propriamente dita, ela é uma barra eletrificada que permite o uso dos spots direcionáveis (mencionados acima). Esse tipo de peça é ideal para galerias , pois permite uma linha única de luminárias sendo que cada ponto tem flexibilidade de locomoção e redirecionamento. Cuidado ao usar esse tipo de peça em closets, pois como é uma luz focal, ela tem maior efeito de luz e sombra, e isso prejudica na escolha das roupas no closet. Por outro lado, em galerias de artes é o tipo de iluminação mais usado, pela funcionalidade e o efeito cênico.

Spot com trilho, uma calha eletrificada que permite a locomoção e direcionamento do spot.

Luminária de mesa – uma peça muito funcional, de design bem variado. Sua principal função é ser uma luminária de leitura apoiada nas mesas de trabalho, laterais de cama, ou em uma mesa lateral de sofá.

Tolomeo de mesa (1987) por Michele de Lucchi & Giancarlo Fassina, umas das luminárias de design de maior sucesso. Essa peça permite uma boa articulação e giro da cúpula, deixando a peça mais funcional e sua estética compõe super bem nos ambientes.

Luminária de pé – tem o mesmo objetivo da luminária mesa, mas esta por ter sua própria base, não depende de uma mesa para apoiá-la. Pode ser com finalidade de leitura ou apenas decorativa.

Arco Floor (1962) por Achille & Pier Giacomo Castiglioni. Luminária com base de mármore Carrara, com haste tipo telescópia com regulagem em três alturas diferentes. Uma peça de design que cria centro de interesse, fácil de compor com outros elementos e funcional, pois pode ser usada ao lado de uma poltrona ou mesmo na mesa de jantar, direcionando o facho de luz conforme adequação do local.

Luminária de pé Fun (1964) por Verner Panton. Discos semi-translúcidos de pedaços de conchas, criando uma iluminação mais “mágica”. Além da luminária de pé, há outras variações de mesa e de teto.

Abajur – acredito ser uma peça muito cobiçada pelo designers , pois é uma peça muito usada em ambientes residências ou comerciais. Permite uma luz ambiente que cria um clima mais aconchegante e é um elemento decorativo também.

Abajur Miss Sissi (1990) por Philippe Stark. Fabricado em policarbonato moldado por injeção e de  produção em série, disponível em sete cores translúcidas.

Abajur Panthella (1970) por Verner Panton

Arandela – esse tipo de peça sempre será instalado na parede, dependendo do material que é produzido causa efeitos diferentes. Se for elaborada com cúpula, por exemplo, ela deixa o ambiente mais aconchegante; se for com vidro ou policarbonato será uma luz mais difusa. Existem também outros modelos que permitem um desenho de luz na parede, transformando a luz numa escultura.

Arandela Dress da Vistosi.

Refletor – é uma luminária um pouco mais técnica as vezes usadas nos jardins, fachadas  ou mesmo como elemento de segurança da residência. Essa luminária como o próprio nome já diz, é um refletor, e contém uma luz forte e reflete para uma área mais ampla.

Refletor Lingotto Wall Light (1990) por Renzo Piano.

Up-light – luminária para jardim ou para vasos com plantas. Seu facho de luz é de baixo para cima, mas para um bom efeito temos de saber que tipo planta será usada para então especificar o tipo de lâmpada. Essa luminária é muito indicada também para fachadas de residências, prédios comerciais e pilares, valorizando assim sua verticalidade.

Exemplo de luminária de piso.

Balizador – como propriamente dito, essa luminária faz o efeito de luz de balizar, e não de iluminar o ambiente. Seu efeito é de direcionar o caminho, seja no jardim, ou mesmo dentro do quarto ou corredor de circulação.

Projeto Luminotécnico da Light Design com o balizador Zero.
Exemplo de iluminação de balizador em ambiente interno.